- Terminei a primeira parte, e disponibilizarei aqui para download
- Está passando pela última revisão, então acho que semana que vem já posto aqui
- Estou pesquisando muito sobre as criaturas que vou utilizar no livro, postarei durante a semana algumas coisas
- Vou continuar a escrever a história e no meu cronograma, estará pronto (sem revisão) no meio de abril
quinta-feira, 15 de março de 2012
Andamento do projeto
domingo, 11 de março de 2012
Lançamento (não tão lançamento assim) de antologia
Sem mais delongas, aí vai a sinopse:
Quando a mente humana é usada para o mal, planos mirabolantes podem surgir com propósitos escusos, como chantagem, estelionato, fraude, espionagem, roubo... assassinato! Nas tramas deste novo volume de JOGOS CRIMINAIS, vários ângulos foram explorados, e acabaram por tornar a palavra "crime" uma das mais detestáveis e fascinantes do vocabulário humano. E quando se junta a essas tramas uma certa dose de manipulação, nem sempre o culpado acaba por pagar o que deveria. Aqui o mal assume várias identidades. Entretanto, continua arraigado nos corações humanos.
E o booktrailer:
Estou vendendo minha cota ainda, tenho atualmente 19 exemplares à disposição.
Preço de R$25,00 (10,00 a menos que o preço em livrarias)
Aceito depósito (banco do brasil) e paypal. Havendo interesse, podem entrar em contato comigo aqui mesmo pelo blog ou email e negociamos.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Não abandonei o blog
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Encurtando distâncias...
sábado, 26 de novembro de 2011
Escrever nem sempre é como o planejado
Recepção em Marte
Em 2086 a população da Terra passou por grandes mudanças. Marte consolidou-se como destino de migração interplanetária, devido ao sucesso de anos de planejamento e execução em terraformação e habitação. Originalmente criado como um pano de fundo para exilar a exorbitante população de baixa renda, o projeto teve sua essência modificada, pois durante as décadas de adequação marciana, o planeta mãe também sofreu mudanças.
Agressões climáticas de proporções continentais, aparecimento de doenças e instabilidade ambiental fizeram com que a população rica da Terra ganhasse a prioridade nos planos de migração.
-Olha só o tipinho daquele garçom – disse Katherine, uma loira alta, de gosto refinado e atitude áspera. A amiga olhou para o que ela havia apontado, e riu de um empregado do bar, que visivelmente ainda estava se acostumando ao serviço.
-Ainda bem que mês que vem já estou indo embora dessa pocilga. A América já não é a mesma, desde que esses chimpanzés começaram a invadir... Veja só, eles são burros demais para aprender a falar inglês, e já estão a tanto tempo aqui que não devem se lembrar do espanhol .
Katherine fazia parte da primeira viagem oficial de transferência populacional. “Quem chega primeiro, tem sempre mais direitos” pensava ela. Seu pai, político influente do estado da Califórnia, não teve problemas em coloca-la na lista dos 500 que tinham seu lugar garantido na viagem.
Os quatro meses de viagem foram muito bem aproveitados, regados à festa e atrações temáticas. Katherine ficou encantada com a experiência, mal podia esperar para chegar a Marte, a terra sem os males da Terra. A chegada surpreendeu até os mais otimistas. O lugar era lindo como o céu vermelho, a cidade muito limpa e organizada, reflexo de um planejamento eficaz. Mas, para Katherine, algo de errado havia com as pessoas. Achou graça da pele alaranjada delas, mas o que a intrigava era a atitude, tinham um olhar de desconfiança.
Quando conheceu a casa a qual tinha sido designada, logo foi abordada pelo vizinho, Stewart. Ele não tinha nascido em Marte, fazia parte do grupo de engenheiros da prefeitura e sua pele ainda era branca, estava morando no planeta vermelho fazia apenas um ano. Um homem esquisito, parecia constantemente assustado. Falou para ela tomar cuidado e se unir a ele, deviam tomar providências, já que ali eram minoria.
Ela não deu ouvidos e tratou de expulsá-lo de casa. Nos dias seguintes, ela entendeu o rapaz. Crianças laranjas viviam jogando pedras na janela, chamando-a de nomes. A polícia fazia pouco caso, dizendo que era apenas brincadeira de crianças e que ela não devia ligar para isso. O descaso era claro como água.
Com o passar dos dias, só piorou. Os adultos também a tratavam com desprezo. Apesar de não ter feito nada de errado, ela era indesejada ali. As pessoas que haviam construído o lugar firmaram suas raízes e não estavam abertos para receber forasteiros. Depressiva e sem amigos naquela gigante cidade alienígena, ela dedicou seus dias a navegar na internet, em sites terráqueos apenas, enquanto esperava uma nova leva de migrantes. A chegada da próxima nave estava marcada: julho de 2088.
